terça-feira, 26 de maio de 2009

A passagem de modelos de Pyongyang


Foi um retumbante sucesso a apresentação pela Coreia do Norte da sua colecção 2009 de armas Hi-Tech. Não faltaram os mísseis de longo alcance, para irritar os EUA, incomodar o Japão e assustar ainda mais a Europa (uma desnecessária crueldade). E também foram apresentados os de curto alcance, sempre óptimos para ataques a vizinhos com territórios exíguos, tipo Israel. O desfile foi triunfalmente coroado com uma bomba atómica de baixa potência, confortável e prática, excelente para obliterar cidades com algumas centenas de milhar de habitantes.
Os clientes actuais e potenciais, rendidos, aplaudiram de pé o inspirado criador desta sempre notável griffe.
Adivinha-se um enorme sucesso de vendas, agora que as cotações do petróleo já voltaram para valores muito decentes.
Entretanto a equipa mais importante da administração Obama, a de relações públicas, está já a trabalhar afanosamente na desvalorização do desfile e nos curativos da política de Mão Estendida do Presidente, que ficou bastante chamuscada com o caso.
E o Conselho de Segurança da ONU? Ah, esse torce as mãos e eleva os braços e olhos aos céus, em lamentoso desespero. Mas como ainda não rasgou as veste e arrojou cinzas sobre a cabeça, a situação não deve ser muito grave; não nos apoquentemos pois demasiadamente com o assunto.

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