quinta-feira, 28 de maio de 2009

O ambientalismo como religião (II)



Freeman Dyson, matemático e físico de renome mundial, professor de Física no Institute for Advanced Study de Princeton, autor de diversos livros sobre temas científicos (há pelo menos dois traduzidos em Portugal: “Mundos Imaginados” e “Infinito em Todas as Direcções”), há muito que acompanha as questões ambientais e sobre elas se pronuncia.
Também ele detectou o carácter religioso que maioritariamente assumiu o movimento ambiental, a que se referiu da seguinte forma, no final desta recensão crítica de dois livros sobre o ambiente, publicada em Junho de 2008 na New York Review of Books.

“Há uma religião secular mundial a que podemos chamar ambientalismo, que afirma que somos curadores da terra, que conspurcar o planeta com os resíduos da nossa luxuosa forma de vida é um pecado, e que o caminho da virtude é viver tão frugalmente quanto possível. Os princípios éticos do ambientalismo são ensinados nos jardins infantis, nas escolas e nas universidades em todo o mundo.
O ambientalismo substituiu o socialismo como a religião secular dominante.
E os principios éticos do ambientalismo estão fundamentalmente correctos. (...)Infelizmente, alguns membros do movimento ambiental adoptaram também como um artigo de fé a crença de que o aquecimento global é a maior das ameaças à ecologia do nosso planeta.(...) Muito do público foi levado a acreditar que alguém que seja céptico acerca dos perigos do aquecimento global é um inimigo do ambiente. Os cépticos têm agora a difícil tarefa de convencer o público de que o contrário é verdade. Muitos dos cépticos são ambientalistas apaixonados. Eles estão horrorizados por ver que a obsessão com o aquecimento global está a distrair a atenção do público do que eles vêem como perigos mais sérios e imediatos para o planeta, incluindo problemas de armamento nuclear, degradação ambiental e injustiça social.”

Sobre a origem da história do aquecimento global, que remonta aos anos 60 do passado século, vejam este artigo, intitulado “The science and politics of climate”, também do Freeman Dyson, onde logo no começo tal é relatado.

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