A Inglaterra, pela mão do governo autónomo da Escócia, acaba de libertar Abdul Baset al-Megrahi, dos serviços secretos líbios, o único culpado jamais identificado pelo atentado terrorista que derrubou em 1988 um avião sobre a vila escocesa de Lockerbie, causando 270 mortos, a maior parte dos quais norte-americanos, e que tinha sido julgado e condenado a prisão perpétua.
Invocaram para esta libertação razões humanitárias, dado o preso ter, supostamente, um cancro em fase terminal e darem-lhe apenas mais três meses de vida.
A verdade é, obviamente, outra. Foi um puro exercício de real politik, e as alegadas razões humanitárias são só a habitual capa hipócrita, inevitável imagem de marca da política da velha Europa, para engano de cidadãos crédulos.
Esta libertação faz parte dos acordos negociados com a Líbia para descongelar as suas relações com o Ocidente, encetadas há mais de 2 anos pelo Tony Blair, e que visam sobretudo reabrir as vastas e inexploradas reservas do petróleo líbio às companhias ocidentais, e para começar à BP, com investimentos já previstos de 450 milhões de libras, à Exxon e à Chevron.
Os dois artigos seguintes do The Sunday Times, aqui e aqui, explicam bem a coisa.
Só as enormes manifestações de júbilo à chegada do homem à Líbia é que vieram perturbar esta manobra política anglo-americana, que se pretendia discreta, como convém à caridade exercida por almas bem formadas, deixando-a demasiado exposta.
Invocaram para esta libertação razões humanitárias, dado o preso ter, supostamente, um cancro em fase terminal e darem-lhe apenas mais três meses de vida.
A verdade é, obviamente, outra. Foi um puro exercício de real politik, e as alegadas razões humanitárias são só a habitual capa hipócrita, inevitável imagem de marca da política da velha Europa, para engano de cidadãos crédulos.
Esta libertação faz parte dos acordos negociados com a Líbia para descongelar as suas relações com o Ocidente, encetadas há mais de 2 anos pelo Tony Blair, e que visam sobretudo reabrir as vastas e inexploradas reservas do petróleo líbio às companhias ocidentais, e para começar à BP, com investimentos já previstos de 450 milhões de libras, à Exxon e à Chevron.
Os dois artigos seguintes do The Sunday Times, aqui e aqui, explicam bem a coisa.
Só as enormes manifestações de júbilo à chegada do homem à Líbia é que vieram perturbar esta manobra política anglo-americana, que se pretendia discreta, como convém à caridade exercida por almas bem formadas, deixando-a demasiado exposta.
